Américo Araújo – treinador do GD Castelense
Jogo muito complicado contra uma equipa muito organizada e que tentou ao maximo complicar a nossa vida.
Mesmo não tendo feito um jogo brilhante, acho que os meus rapazes trabalharam o suficiente para amealhar mais estes 3 pontos e continuarmos esta nossa caminhada de maneira positiva.
Desejar ao Fachense um resto de campeonato com sucesso, e nós resta nos trabalhar arduamente para preparar o próximo jogo que será um teste extremamente complicado para nós defrontando um dos sérios candidatos a subida de divisão.
João Silva – treinador da ACD Fachense
Orgulho e injustiça.
Orgulho porque, dos cinco jogos que já fizemos com esta equipa técnica, este foi aquele em que durante 90 minutos se viram mais claramente as nossas ideias e a nossa forma de jogar. Os rapazes cumpriram muito bem aquilo que lhes foi pedido.
Mas também saímos com um sentimento de injustiça. Perder na casa do segundo classificado, a equipa sensação do campeonato, num jogo em que sentimos que não merecíamos perder, deixa naturalmente esse sentimento.
Na primeira parte tivemos o jogo controlado e criámos as melhores situações de perigo. Na segunda parte entrámos novamente bem e o adversário chega ao 1-0 através de uma grande penalidade. Como sempre, e quem me conhece sabe disso, não vou falar de arbitragem nestas entrevistas pós-jogo. Não faz parte da minha personalidade.
Depois disso voltámos a assumir o controlo do jogo e criámos algumas situações de perigo em que podíamos ter definido e finalizado melhor. Já numa fase final, quando estávamos muito subidos no terreno e a jogar mais com o coração do que com a cabeça, o Castelense numa transição podia ter acabado o jogo, com uma bola ao poste.
Ainda assim, o sentimento mantém-se: foi um resultado injusto. É uma derrota difícil de assimilar porque, pelo jogo que fizemos, merecíamos pelo menos sair com um ponto.
Disse isso aos jogadores no final: não existem vitórias morais. Mas existem derrotas que custam mais do que outras, e esta custa mais porque sentimos que foi influenciada por fatores que não controlámos.
Por isso, o foco continua a ser apenas naquilo que controlamos: o nosso trabalho, a nossa dedicação, a nossa vontade e o nosso processo. Acredito que aquilo que estamos a construir é o caminho certo e que este trabalho vai acabar por nos trazer resultados mais positivos no futuro.
Sabendo também que numa sequência de dez jogos apenas três são em casa, vamos finalmente voltar à nossa casa. Esperamos ter uma casa cheia dos nossos adeptos e da nossa claque para nos apoiar, porque os rapazes merecem por aquilo que têm feito e pela dedicação que têm demonstrado a jogar com esta camisola.
