Duarte Lourenço – treinador adjunto do Âncora Praia FC
Jogo contra um adversário que se reforçou bem e que sabíamos que tinha qualidade no seu processo de jogo.
Na primeira nunca nos sentimos confortáveis com bola, mais precipitados do que pretendíamos e sem capacidade para adaptar ao que o jogo estava a pedir.
Na segunda parte a toada foi similar, embora o jogo tenha tido menos qualidade. Chegamos ao golo numa bola parada, e num jogo com poucas oportunidades das duas equipas, o Melgacense no último lance do jogo faz o 1-1 também de canto.
Numa partida em que o adversário foi mais objetivo, esteve mais forte nos duelos mas em que as oportunidades se equivaleram, creio que foi um resultado justo.
Analisar o porquê de termos estado longe do nível que pretendemos e trabalhar para darmos uma resposta mais positiva no próximo domingo.
Obrigado aos nossos adeptos pela casa cheia e pelo apoio ao longo de todo o jogo.
Leiva Morais – treinador do SC Melgacense
Jogo especial num campo que me diz muito não fosse o clube do coração do meu pai e voltar a âncora é sempre especial pelo lado emocional.
Quanto ao jogo em si saímos de Âncora com um ponto, num campo extremamente difícil, perante uma equipa com uma identidade muito vincada e com enorme qualidade, tanto individual como coletivamente.
Mas confesso que saio frustrado. Frustrado porque, olhando para aquilo que fizemos durante grande parte do jogo, sinto que fomos superiores e que tivemos argumentos para conquistar mais. Ainda assim, acima de tudo, saio deste jogo com um orgulho enorme nos meus jogadores.
O jogo obrigou-nos a uma adaptação ainda maior quando, ao intervalo, o nosso guarda-redes foi expulso, numa situação que, sinceramente, não conseguimos compreender e que nos deixou muitas dúvidas, sobretudo pela forma como aconteceu, quando se dirigia para o balneário.
Tivemos de reajustar a equipa e mudar algumas dinâmicas.
E foi aí que voltámos a mostrar aquilo que esta equipa tem: caráter, compromisso e uma enorme vontade de vencer.
Terminámos o jogo com muita juventude em campo, inclusive com dois jogadores juniores, e isso enche-me particularmente de orgulho. Ver jogadores tão jovens a competir desta forma, num contexto tão exigente, perante uma equipa desta qualidade e num campo desta dificuldade, diz muito sobre o caminho que estamos a construir.
Mesmo com todas as adversidades, os meus jogadores acreditaram até ao último minuto.
E é essa mentalidade que quero ver no Melgacense.
Hoje, mais do que um resultado, levo comigo uma imagem: uma equipa que nunca deixou de acreditar.
E quero deixar uma palavra muito especial aos nossos adeptos. Foram muitos os que se deslocaram até Âncora, que estiveram connosco, que sofreram, que empurraram a equipa e que lutaram connosco até ao último minuto.
Este ponto também é vosso.
A caminhada continua. Há muito para melhorar, muito para trabalhar e muitos desafios pela frente. Mas quando vejo esta entrega, esta união e esta capacidade de lutar perante todas as adversidades, sei que estamos a construir algo de que todos nos podemos orgulhar.
Hoje empatámos. Mas saímos de Âncora com uma equipa ainda mais forte.
O esforço não se negoceia.
