
Gui Belo – treinador do SC Vianense b
Uma entrada muito forte da nossa parte em que ditamos o ritmo de jogo desde muito cedo, marcando o golo nos primeiros 10 minutos. Cumprimos bem o plano de jogo tendo várias hipóteses para matar o jogo, mas a falta de eficácia acabou por ser o mote do jogo.
O Vila fria acabou por conseguir utilizar as bolas paradas para nos criar perigo e com alguma felicidade, fechamos o jogo sem sofrer nestes momentos.
Uma palavra de apreço ao nosso grupo, pelo espírito coletivo, que soube sofrer e aguentar nos momentos finais do jogo.

Serginho – treinador do Vila Fria 1980
Neste arranque oficial de competições, queremos começar por desejar uma excelente época a todos os agentes desportivos — atletas, equipas técnicas, dirigentes, árbitros e adeptos —, esperando que esta seja uma temporada pautada pela elevação e pelo respeito mútuo.
Independentemente de qualquer contexto, entrámos em campo com o claro e único objetivo de vencer. No entanto, não podemos ignorar a realidade atual do nosso projeto: o plantel passou por uma renovação profunda, com muitas saídas e entradas, resultando num grupo altamente jovem, onde vários atletas fazem a sua estreia absoluta neste campeonato. Estamos a construir um processo totalmente novo, pelo que o foco esteve em conciliar a nossa forte ambição de vitória com a coragem para aplicar uma identidade que ainda precisa de tempo para maturar.
Ao longo dos 90 minutos, mantivemos a fidelidade aos nossos princípios. A equipa procurou, de forma convicta, sair com bola controlada a partir de trás e progredir em organização, resultando num jogo muito equilibrado no critério da posse de bola. No entanto, defrontámos um adversário forte e muito bem organizado. A pressão coordenada deles dificultou a nossa progressão e expôs a falta de rotinas coletivas, forçando-nos a errar mais do que o desejado na primeira fase de construção.
O maior perigo criado pelo adversário surgiu de perdas de bola nossas em zonas críticas. A imaturidade e a ansiedade na decisão foram evidentes. Temos de melhorar a nossa transição defensiva, a reação imediata à perda e o posicionamento para proteger a equipa nesses momentos.
Em termos de volume de jogo, o adversário acabou por dispor de mais uma ou duas oportunidades claras do que nós, precisamente devido aos erros gerados pela nossa audácia na saída. O futebol dita que ganha quem é mais eficaz, e o adversário aproveitou uma dessas hipóteses para fixar o 0-1, enquanto nós não conseguimos concretizar.
Jogámos perante o nosso público e fica o amargo de boca por não termos conseguido oferecer esta vitória aos nossos sócios, que nos apoiaram do início ao fim. O resultado acaba por ser castigador para a atitude incrível e a entrega fantástica dos jogadores.
