Bruno Fernandes – treinador do GD Castelense
Fomos uma equipa muito pragmática e taticamente os jogadores cumpriram à risca o plano de jogo proposto. Estivemos muito bem a defender, fomos agressivos e ganhámos maioritariamente as segundas bolas.
Ao intervalo podíamos estar com um resultado mais confortável, mas o adversário reduziu num grande golo.
Na segunda parte continuámos organizados e tranquilos. Deixamos o adversário na fase de construção ter mais espaço, mas foi sempre uma posse estéril, pelo que nunca nos criaram perigo real.
No fim, mesmo a jogar com 9 jogadores, mostrámos a força de um grupo muito unido.
Hoje fomos uma verdadeira equipa e estou muito orgulhoso dos meus jogadores, e como tinha referido na semana anterior o nosso grupo é feito de Homens. Vamos continuar a trabalhar por que ainda temos um longo caminho a percorrer .
Agradecer o imenso apoio dos nossos sócios e simpatizantes, depois do jogo de domingo mereciam esta vitória.
João Silva – treinador da ACD Fachense
Antevíamos um jogo de grande dificuldade, frente a uma equipa com uma ideia muito clara: atrair a nossa pressão, procurar o jogo direto nos homens da frente e explorar as nossas costas e as segundas bolas.
Entrámos bem e tivemos mais bola, mas na primeira parte faltou-nos agressividade precisamente nesse momento da segunda bola. O Castelense teve mérito em aproveitar isso e conseguiu chegar aos dois golos em situações em que nos faltou intensidade e capacidade de reação. Ainda assim, conseguimos fazer o 2-1 antes do intervalo e manter o jogo completamente aberto. Tivemos mais bola e mais controlo, mas o adversário foi mais pragmático e soube aproveitar melhor os nossos erros.
Ao intervalo corrigimos alguns posicionamentos sem bola e reforçámos a necessidade de sermos mais agressivos na segunda bola, mas também mais lúcidos e tranquilos com bola. Na segunda parte melhorámos bastante e conseguimos retirar ao adversário grande parte daquilo que tinha feito bem na primeira.
No entanto, acabámos por jogar demasiado tempo com o coração e menos com a cabeça. A vontade de dar a volta ao resultado foi enorme, mas não podemos permitir que essa vontade nos faça perder a nossa identidade. Principalmente em superioridade numérica, temos de ter mais calma, mais critério e continuar a confiar no nosso futebol.
É uma aprendizagem importante para nós: aconteça o que acontecer durante o jogo, temos de manter o controlo emocional, não entrar em provocações e focar-nos apenas naquilo que conseguimos controlar.
Fica o sentimento de que, com mais clarividência nos momentos de decisão, podíamos ter saído daqui com pontos. Mas fica também, mais uma vez, a certeza de que temos uma equipa que nunca desiste e que luta até ao último segundo.
Uma palavra especial para quem começou no banco. Entraram com a mentalidade certa, ajudaram a equipa e mostraram, mais uma vez, que o “nós” está acima do “eu”.
Cada vez mais vejo uma equipa de guerreiros, unida, comprometida e a remar toda para o mesmo lado. E isso deixa-me muito orgulhoso. Se mantivermos esta entrega e continuarmos a aprender com estes momentos, estaremos sempre mais próximos de ganhar o próximo jogo.
