Miguel Oliveira – Treinador do Anais FC
Antes de falar sobre o jogo quero deixar os meus Parabéns a todos os jogadores pelo compromisso que têm tido para connosco e para com o clube! Que demonstração de caracter! Sobre o jogo, sabiamos o que tinhamos de fazer, trabalhamos muito durante a semana sobre o que seria a nossa ideia e conseguimos tapar todos os caminhos da baliza! O Torreense nao conseguiu entrar pelo espaço interior e sabíamos o que fazer para contrariar a largura do seu jogo e, depois de lhe entregarmos a responsabilidade do jogo e da posse de bola sabiamos que teriamos de ser fortes nas transicoes e conseguimos ferir o adversário duas vezes chegando ao 2-0 e o Torreense consegue reduzir de bola parada ao minuto 45.
Ao intervalo pedimos o mesmo empenho e a mesma paciencia sem bola, o Torreense e que tinha a responsabilidade do jogo, sabíamos que nao iamos ter bola e fomos fortes, demonstramos um espirito de equipa incrivel e sempre organizados defensivamente! O Torreense empata o jogo num remate de longe, mais uma vez com muita felicidade, e nao tem qualquer oportunidade de golo e nós, nos ultimos 10 minutos demos 2 excelentes defesas ao GR adversario onde ja festejamos golo…
Jogamos com as armas que temos e é com essas que vamos dar muitas alegrias a todos os adeptos, obrigado a todos eles que nos apoiaram de inicio a fim e que continuem a aumentar e crescer!
Deixar tambem um agradecimento ao Torreeense pela forma como disputou o jogo e que sempre nos respeitou!
Zé Miguel – Treinador do CC Os Torreenses
Em primeiro lugar, deixar bem claro que a responsabilidade deste mau resultado, como de todos os maus resultados, é inteiramente minha. Temos de ser melhores.
É simples: Quando eu não sou competente o suficiente, a minha equipa não ganha os jogos.
A questão aqui, é o que é que acontece quando há outros intervenientes do jogo que não são competentes? Quem anda no futebol tem que ter a noção de que todos erramos, qualquer que sejam as nossas funções. Isso é um facto. Mas é preciso ter humildade para admitir os erros, e principalmente uma mudança de atitude. Já chega do comportamento “sei tudo e nunca erro”, do comportamento de “quero, posso e mando”, de desculpas esfarrapadas e respostas em tom de gozo.
Surreal o que se passou em campo. Além de inúmeros lances menos importantes, há uma expulsão perdoada que é claríssima, ainda na primeira parte e com 0-0, uma falta sobre um jogador que se vai a isolar na entrada da área e no enfiamento da baliza, e depois a cereja no topo do bolo, já perto do final, um golo que foi transformado numa falta ofensiva, que não existe em lado nenhum.
Hoje em dia todos os jogos são filmados, há evidências, falta começar a tomar medidas para reduzir estes erros grosseiros, e principalmente as atitudes que não são condizentes com o espírito de fair play e respeito que a FPF e as associações tanto querem implementar. Porquê o respeito que tanto é pedido, e muito bem, tem que ter duas vias.
Felizmente são casos isolados, tenho tido muitas vezes a felicidade de ser arbitrado por árbitros que além de serem muito competentes, contribuem para o que é o bom futebol, são humildes, aceitam que por vezes também erram (até porque tem todo o direito a tal), sabem ouvir, falar e respeitam todos os outros intervenientes do jogo.
De qualquer forma, por mais isolado que seja, estas situações tem de acabar.
