Duarte Lourenço – treinador adjunto do Âncora Praia FC
O foco era ganhar o jogo de hoje, mas é inevitável dizer que também pretendíamos mostrar uma imagem muito diferente daquela que deixamos o fim de semana passado.
Na primeira parte foi um jogo bem dividido, em que o Fachense soube explorar alguns espaços ofensivos e aproximar-se da nossa baliza, embora sem criar grandes oportunidades na sequência. O 2-0 em cima do intervalo, trouxe-nos mais tranquilidade, embora a ideia fosse continuar a procurar sempre o golo.
Na segunda parte, creio que fomos muito superiores nos primeiros 25 minutos, sendo que o 3-0 é um momento de grande inspiração individual do António e parecia ter fechado o jogo. Depois surge meio do nada o golo do Fachense após um penalti e gerou ali algum entusiasmo no adversário durante os minutos seguintes, mas conseguimos controlar bem esse ímpeto.
Vitória justa, com um marcador adequado.
Agradecer aos nossos adeptos, que depois de uma fase menos positiva em nenhum momento abalaram no apoio à equipa.
João Silva – treinador da ACD Fachense
Qualquer estratégia que tínhamos preparado ao longo da semana caiu por terra logo aos 35 segundos, quando sofremos o 1-0. Era um lance que estava aparentemente resolvido, sem grande perigo, mas acabámos por complicar e o Âncora, com uma boa jogada, adiantou-se muito cedo no marcador.
Tivemos mais posse na primeira parte, criámos várias situações de perigo e duas bolas na pequena área que não conseguimos finalizar. Quando estávamos por cima, num erro nosso na construção, o Âncora fez o 2-0 mesmo a terminar a primeira parte.
Foram dois golos em momentos cruciais — no primeiro minuto e nos instantes finais da primeira parte — que nos levaram para o intervalo a perder por 2-0. No futebol não há injustiças: há eficácia. Uma equipa marca, a outra não. E o Âncora, orientado pelo mister Araújo, é uma equipa com muita qualidade individual e muito bem trabalhada.
Ao intervalo fizemos alguns ajustes e até entrámos melhor na segunda parte. No entanto, num momento de grande inspiração individual, o Âncora marcou um excelente golo e fez o 3-0 logo no início. Três golos em três momentos-chave do jogo acabaram por definir o resultado.
Ainda assim, os meus jogadores foram bravos e resilientes — algo que têm vindo a melhorar bastante. Conseguimos reduzir para 3-1 e ainda tivemos mais uma situação em que poderíamos ter feito melhor. Mas o Âncora, com a experiência que tem na Primeira Distrital, com jogadores experientes e jovens irreverentes de qualidade, soube gerir o jogo e o tempo até ao final.
Vitória merecida do Âncora. Nada a apontar. Num campo com uma excelente moldura humana e muito apoio da sua massa associativa, estão de parabéns pelo trabalho que têm feito e pelos resultados que têm alcançado no seu reduto.
Quanto a nós, é manter o foco no que falta disputar. Quando assumimos este projeto, já sabíamos que, entrando a meio da época, seria difícil criar de imediato uma dinâmica vencedora ou alterar significativamente o que vinha sendo feito. Estamos a implementar uma ideia de jogo mais positiva, mais apoiada, mais olhos nos olhos — mas isso é um processo que exige tempo. A nossa “pré-época” está a ser feita durante a própria época.
A atitude dos jogadores tem sido irrepreensível. Neste momento, também nos falta um pouco de sorte. Estamos numa fase em que os detalhes não caem para o nosso lado.
Mas só podemos controlar aquilo que depende de nós: trabalho, dedicação e compromisso. Vamos continuar a trabalhar ainda mais, com ainda mais afinco, para inverter a situação, voltar a somar pontos e atingir o nosso objetivo — terminar o campeonato o mais acima possível na tabela classificativa.
